A Receita Federal está de olho nas Plataformas Digitais. Pessoas físicas podem ser fiscalizadas

Uma dúvida muito comum das pessoas físicas é sobre a movimentação de dinheiro em plataformas digitais. Será que é arriscado?

Neste artigo, iremos compartilhar algumas informações que certamente irão ajudar você a esclarecer tudo sobre esse tema.

Vale lembrar que plataformas digitais quer dizer desde as plataformas de afiliados, plataformas de pagamento, dentre outras como, por exemplo, a plataforma da Amazon, Mercado Livre e etc.

Sobre as Contas Digitais

Atualmente, há uma variedade enorme de plataformas online para você confiar o seu dinheiro, não é mesmo? E cada uma dessas plataformas têm o seu jeito de trabalhar, ou seja, algumas retém o valor no pagamento, outras transacionam e acabam recebendo pelos juros da transação, já outras dividem o valor. O que não faltam são as maneiras diferentes de atuação no mercado e diversificação nos modelos de plataformas digitais que facilita a vida do empreendedor.

Normalmente, os empreendedores como pessoa física têm muito mais prejuízo com o transacionamento de valores entre plataformas, mas não significa que ao trabalhar como pessoa jurídica seus problemas estejam finalizados. Mas, como pessoa física há um risco muito maior, porque o seu imposto acaba ficando muito mais complexo.

Se você está utilizando uma plataforma operando como pessoa física para o recebimento de serviços profissionais. Esse valor que está na sua conta e o transacionamento pela maquininha de créditos ou débitos, que está sendo pago pela sua prestação de serviços, está sendo monitorada pela Receita Federal.

Veja bem, se os negócios prestados forem tributados como pessoa física os juros ficarão enormes, numa tributação que pode chegar a até 50% do valor total do faturamento. Vendo dessa maneira, parece um absurdo, mas nesses  50% estão inclusos o valor do imposto de renda, que é de aproximadamente 27%, e também o valor do INSS.

Dessa forma, se o empreendedor for fiscalizado e tiver que pagar isso como autônomo terá um prejuízo bem grande, sendo que ele pode constituir uma empresa e evitar essa situação pagando um imposto muito menor.

Podemos concluir, então, que movimentar dinheiro como pessoa física é muito perigoso.

As plataformas são fiscalizadas pela Receita Federal

Algumas plataformas já estão sendo fiscalizadas, pois já temos situações de notificações feitas através das plataformas diretamente fiscalizadas pela ​ Sefaz e municípios.

Agora imagine se a Receita começar a pegar toda essa plataforma no Brasil inteiro e fiscalizar individualmente cada uma? Isso quer dizer que haverá uma fiscalização geral e muita gente será autuada. E isso não está longe de acontecer pois, o valor das transações já está disponível em todas as plataformas para a Receita. Ou seja, basta ela querer que ela consegue fiscalizar conta por conta.

Definitivamente, não vale a pena correr esse risco. Você pode estar ganhando de um lado com a transação e perdendo de outro, pois no momento em que for fiscalizado terá um imposto muito alto. E é possível pagar uma parte de imposto muito menor do valor que recebe, comparado ao que seria mediante a uma fiscalização.

Como operar do modo correto

Para pensar em começar a operar de modo correto deve pegar parte do seu valor e pagar o imposto relativo a esse recebimento como o MEI que é de 6%sobre o valor dos seus rendimentos, o que não é pouco quando falamos de pequenas empresas e MEIs, mas pelo menos você terá tranquilidade para trabalhar.

Além disso, terá um gasto com o contador para fazer toda a parte burocrática da sua empresa e eliminar a possibilidade de ter outra tributação depois que sair da pessoa jurídica para a física, tudo isso por um valor muito pequeno.

Com a sua situação regularizada, você terá mais tranquilidade na hora de comprar um carro, uma casa, fazer viagens internacionais e até mesmo efetuar compra de dólar, por exemplo. Sem regularizar a sua situação não há muito que seja permitido fazer com o seu dinheiro.

Então, considere que a melhor opção é pagar um valor menor no início da sua operação do que sofrer posteriormente uma penalidade de pagar um valor maior no final da operação quando você provavelmente já gastou o dinheiro.

Se não pagar na pessoa jurídica e pagar na pessoa física, posteriormente, a sua tributação será muito maior e geralmente o empreendedor tem que parcelar isso e ficar com uma dívida por muitos anos com a receita, sendo que poderia ter pago todo o mês uma quantia pequena do dinheiro e ter ficado tranquilo.

Ainda ficou com dúvidas? Então, vem conversar com os contadores da ​ Bento Contabilidade​ , pois estamos aqui para te auxiliar.